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MCidades lança o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto 2007

O índice de abastecimento de água da população urbana brasileira chegou a 94,2%. É o que aponta a 13ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, lançada pelo Ministério das Cidades na manhã desta quinta-feira (23), em Brasília. O percentual de coleta de esgoto para o mesmo grupo alcançou, em 2007 (ano de referência do estudo), a marca de 49,1%. O diagnóstico reúne informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e é realizado anualmente pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades e pelo Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS), com base em informações das prestadores dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
A amostragem da pesquisa corresponde às companhias que prestam serviços de água a 97,9% da população urbana brasileira. Em relação aos serviços de esgotamento sanitário, esse percentual é de 76,5%.
O Secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, ressaltou que, apesar do aumento do índice de prestação de serviço, o estudo ainda não pode refletir os atuais investimentos do governo Federal no setor. “O PAC vai destinar R$ 40 bilhões para a área de saneamento, mas cerca de 80% das obras estarão concluídas em 2010. Os efeitos desses empreendimentos ainda não são sentidos”, observou Tiscoski.
O estudo também apontou que, no ano de 2007, foram investidos R$ 4,2 bilhões pelo conjunto de prestadores de serviço que compõem a amostragem. No período entre 2001 e 2007, o valor chega a R$ 23,8 bilhões.
Consumo e perda de água – O consumo médio /i/per capta/i/ de água verificado para o conjunto de prestadores de serviço que compõem o diagnóstico é de 149,6 litros por habitante/dia. O estudo indicou ainda que o maior índice de consumo se deu nas regiões Sudeste (173,8 l/h.d) e Centro-Oeste (145,2 l/h.d). As regiões que apresentaram maior perda de água foram a região Norte (56,7%) e Nordeste (44%). A média de perda do Brasil é de 39%.
O coordenador do Programa de Modernização do Setor de Saneamento, Ernani Ciríaco, lembra que as perdas de água no Brasil estão relacionadas principalmente a vazamentos e ao consumo irregular do recurso. “Apesar de 60% da água perdida poderem ser recuperados, os prestadores de serviço sempre se vêem diante de um impasse: investir na ampliação das redes ou em melhorias operacionais capazes de reduzir essas perdas? O PAC atualmente abrange as duas frentes”, afirmou Ciríaco.
Geração de emprego – Estima-se que o setor de saneamento tenha sido responsável pela geração de 412 mil empregos diretos ou indiretos. Desse total, 127,8 mil trabalhadores são funcionários diretos das companhias e 59,6 mil, terceirizados.
Tratamento de esgoto – Do total do esgoto coletado pelas companhias que fazem parte do diagnóstico, 32,5% recebem tratamento. O número aponta crescimento de 0,3% em relação ao ano anterior. O diretor de Articulação Institucional da SNSA, Sérgio Gonçalves, ressalta a importância do índice. “Há muito o que se avançar para se universalizar o saneamento no Brasil, especialmente no que se refere a esgotos. No entanto, percebe-se que, mais do que expandir redes de coleta, é preciso tratar o material coletado”, apontou o diretor.
Amostragem – Para a 13ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, 605 prestadores de serviços de todos os estados e do Distrito Federal enviaram informações. Trata-se de dados relativos ao serviço de abastecimento de água de 4.556 municípios (81,9% do total) e aos serviços de esgotamento sanitário de 1.335 municípios (24,4% do total), áreas que abrigam populações urbanas de 149,7 e 117 milhões de pessoas, respectivamente.

Fonte: Ministério das Cidades

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